O TEMPO PASSA NA CARA DA GENTE
… não é de hoje, vem desde 1974, que venho utilizando minha própria cara como suporte para transformações, ciente de que, além do confronto narcisista, é neste espaço que o tempo deixa suas marcas mais notáveis.
… ano passado, mandei o video a seguir, feito por Marcelo Gibson a partir do ensaio de fotos flagradas pelo fotógrafo Paulo Batelli, com arte visual de Marianna Cersózimo, para o ZEBRA POETRY FILM Festival (um dos únicos do genero, no mundo), de Berlin.
obs: todas as canções são minhas
Exibido no Babilon Theatre, na Rosa Luxemburg Platz, Berlin-Maine (centro), o filme foi visto pelo artista françês Olivier DE SAGAZAN, que trabalha mais ou menos na mesma linha, o qual enviou-me um link para assistir um de seus performances (La Demeure du Chaos – A Morada do Caos ), realizado em novembro de 2009…
… a partir deste vínculo através da infomedia, estamos trabalhando um projeto em comum para uma possível apresentação ainda este ano. Se eu, além do axiomático confronto narcisista, trabalho com a dimensão do tempo, Sagazan trabalha com a ética da vergonha na cara, coisa rara entre aqueles que posam de bem-sucedidos, nos dias de hoje…
Nossa proposta vai ser criar uma situação de transfiguração (Sagazan) e transformação (Tavinho) em que possamos caracterizar o Narciso pós-moderno, esse sujeito livre que não se satisfaz mais com o simples fato de reconhecer-se (talvez, não se reconheça mais) no seu reflexo espelhado no lago … em tempos pós-modernos, subjado pelos paradigmas neoliberais do marcado, ele só consegue sentir algum prazer se o “outro’ (os outros – quanto mais gente melhor) o enxergarem e o reconhecerem … e foi com este norte que Sagazan orientou sua mais recente performance: KAOS 2 CALM!
que coisa!
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