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telejornalismo mágico by tavinho paes

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Totalmente D+ / as listas

Postado por tavinho paes em janeiro 12, 2018
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um projeto webinado para Oi,Futuro – Programa Oi de patrocínios culturais incentivados (2018) – TOTALMENTE D+ by Tavinho Paes

notas prévias

1 – Este Projeto, endereçado ao Programa WEBINAR / Oi – Patrocínios Culturais de 2018, remixa, mistura, redimensiona e adequa dados dos dois projetos (mais suplementares do que complementares), recentemente aprovados na Lei Municipal de Incentivo à Cultura do ISS, protocolados pela Editora Paes & Filhos, desenvolvidos pelo autor e administrados por Diana Rosa Brito Paes (CV incluso neste projeto)
3 – O poeta Tavinho Paes, cujo trabalho norteia este Projeto, já participou / colaborou de outros projetos realizados com o patrocínio e apoio da Oi Futuro; bem como a maioria dos profissionais a serem contratados para os serviços demandados pelos desdobramentos na produção deste Projeto também já prestaram serviços à Instituição ou a Projetos similares patrocinados por ela.

apresentação geral

A base fundamental que orienta o conceito da proposta específica para este Edital , é a publicação de um Livro editado como uma Antologia (crítica, comentada e ilustrada), produzida a partir de conteúdos selecionados no acervo pessoal de obras realizadas pelo poeta TAVINHO PAES, nos últimos 40 anos.

O lançamento deste Livro poderá ocorrer
em muitos espaços da Oi Futuro, com foco da
área ao ar livre da entrada do prédio, próxima
à livraria do foyer, onde será ilustrada por uma
exposição instalada na vitrine/galeria desta
área (foto), com uma timeline de amostras dos raros exemplares das diversas fases produtivas do autor (coincidentes com as mudanças políticas e sociais da história recente do país).

Pelo tempo (a negociar) em que esta exposição ficar instalada, assim como no lançamento, estão previstos Saraus informais (com música e projeções), com poetas, microfone aberto e convidados especiais (tudo com transmissões ao vivo, em tempo real, pelas redes sociais), bem como palestras com convidados especiais, ambos ilustrados com sessões do kinoklubb – uma vez que estas atividades sempre estiveram presentes ao longo da construção da obra autoral do poeta.

Por conta destas atividades, em comum acordo com as atividades da Curadoria da Oi Futuro, estimar-se-ão visitas monitoradas de escolas (públicas e privadas) do ensino médio e fundamental em horários compatíveis, já que esta (independente de patrocínbios ou cachês) e uma das atividades do poeta. Vide sua participação com o grupo Voluntários da Pátria (que entre 2010 e 2012, percorreu mais de 100 municípios, em 9 estados brasileiros), presente nos 10 eventos do projeto Escola no Palco2, patrocinado pela Oi, em 2011.

No detalhamento das vertentes do projeto, outras opções e novas informações serão desenvolvidas para que, na convergência delas, os recursos demandados possam ser avaliados, ao mesmo tempo que processos de coWorking possam ser ativados e o total dos empenhos possam contemplar os múltiplos departamentos da Oi Futuro, sendo as transmissões ao vivo dos saraus e palestras (por exemplo) um excelente material de arquivos para os diferentes módulos da Oi Futuro.

O LIVRO / A ANTOLOGIA

CONTEÚDO

– Seleção de poemas a partir dos títulos constantes no Catálogo Geral da Editora (vide item Catálogo neste projeto), com poemas, trechos de romances, crônicas e contos, entrevistas, artigos jornalísticos, posts de blogs (e redes sociais) e poemas originais adaptados para músicas, flyers de eventos, fotos de performances e material exclusivo de inéditos).

– Preâmbulos3 com Prefácio de Jorge Mautner (e epígrafes de Gilberto Gil e de Antônio Cícero), texto Crítico do Prof. de Ricardo Ruiz de Muniz e Frases de personalidades como Arnaldo Brandão, Walter Queiróz, João Luiz de Souza (o João do Corujão), Antonio Pedro Bocayuva Cunha, a editora Thereza Rocque da Motta (Ibis Libris)…

FORMATAÇÃO*

– conforme item 3 do ANEXO 1 do Regulamento, o livro proposto terá as seguintes definições técnicas:

Capa Dura Empastada : Papel LD Couche Fosco 170g/m² (4/1)

Acabamento: Corte Inicial, Dobra de Capa – Manual, Vinco, Laminação

Fosca + Verniz U.V. C/Reserva, em Papelão Nº18/Guardas S/Impressão
Papel LD Offset 180g/m²

Formato: 255 x 195 mm

Miolo P&B C/440 Pgs : Papel LD Offset 75g/m² (1/1)

Formato: 250 x 190 mm

2 CADERNOS DE FOTOS 20 Pgs (cada) : Papel Couche L2 75g/m² (4/1)

Formato: 250 x 190 mm

Total de páginas: 480 Pgs / Tiragem: 1.500 unidades

* A arte da Capa será executada por um artista reconhecido por seu padrão de qualidade e seu pagamento será o previsto no Orçamento anexo.

OPÇÕES EDITORIAIS (a estudar com a Curadoria da Oi Futuro)

– mantendo-se as definições técnicas e a tiragem, o livro poderia ser publicada em 3 volumes, com as fases do trabalho do poeta, sincronizadas
as fases de mudanças na história política e social do país :
1.1 – A Ditadura & A Cidadania Ausente (140 pags);
1.2 – A Abertura & A Cidadania Conquistada (180 pags)
1.3 – A Democracia & A Cidadania Alienada (240 pags) total: 660 pags

opção extra: observando as cotas distribuídas conforme o regulamento, formatar um conjunto de 500 unidades envelopadas inBox com brinde (opcional) de um CD.

A EXPOSIÇÃO

CONTEÚDO VISUAL & PEÇAS FÍSICAS

a instalação:
– o conjunto de peças que compõem a exposição estará instalado na galeria vitrine longitudinal que há no pátio ao ar livre (com fácil acesso aos serviços de café/bar do térreo e à livraria), na entrada do prédio onde está a Oi Futuro – Flamengo (vide foto na apresentação).

– a ideia é distribuir cronologicamente livros originais, fotos, flyer de eventos, clips de imprensa, etc… num mosaico, cuja timeline expresse as diferentes fases da produção autoral do poeta e suas correlações com as mudanças na vida política e social do Brasil, nos últimos 40 anos.

– opcional: tão logo esteja instalada, o poeta compromete-se a criar um arquivo de áudio, capaz de fazer com que as visitas monitoradas
possam ser executadas com fones de ouvidos.

o conteúdo visual na galeria/vitrine:

– 8 quadros de tamanhos variados, contendo livretos da produção compreendida entre 1973 e 1990, que integraram a exposição em stand na 14ª Bienal do livro de São Paulo (1996) e a exposição Fanzines, na Galeria Obra Aberta – Livraria Bookmakers (Gávea-Riode Janeiro), em 1998;

– 6 painéis A3, com imagens do work in progress FACEinTIME 2.0, em parceria com a fotógrafa Layana Lossë, cujas fotos ilustraram várias capas e miolos dos livretos da coleção (he)art-action, de 2009 a 2015;

– 55 amostras de exemplares raros do acervo pessoal do poeta;

– 3 jornais poemaShow (2005/2006);

– 38 amostras de fotografias de performances do mesmo acervo;

– 3 LongPlays em Vinyl dos anos 70/80, com canções do poeta com a obrigatória mensagem de proibição de radiodifusão pela Censura Federal;

– 3 peças manuscritas contendo as primeiras versões de canções de sucesso como Totalmente Demais, Radio Blá e Linda Demais;

– 4 amostras em mesas de back-light de fotolitos originais

saraus e palestras4:

– 1 palco móvel, desmontável com 3 microfones, 2 Caixas de som, 1 mesa de áudio, 4 pares de refletores LED, 1 mesa de iluminação, 1 telão para projeção (desmontável) e 1 projetor de videos ligado num laptop.

CURRICULLUM & MICROBIOGRAFIA

TAVINHO PAES


Poesia:

(até esta data) de 125 booklets e panfletos, realizados desde 1973 (produção e distribuição independente); desde 2004, experimenta formatos multimídia para livros: audiobooks e audiovisualbooks (on-line e off-line)

Eventos & grupos:
– grupo poemaTerror (1976), Fundador adjunto do Cep 20.000 (1991); grupo Mobile Ping Pong (2009/2013); Jackie & Daniel (2016)…

Diretor e Produtor dos eventos:
(a) poemaShow (2003/2005); (b) Semana Cultural de Santa (2005);
(c) Poesia Voa – Festival de Poesia do Circo Voador (2005/2006);
– Cineclub multimedia: (d) cinePoema; (e) SOLOnoSUBSOLO (2008); (f) AstroLab (2008); (h) CineMix – alive webcam mix (2010/2012); (i) KINOCLUBB; com treinamento em Berlin (2012), no Litteraturwekstatt e Gestalten TV; (j) WOMEN in RIO – Female Emotional Intelligence International Fórum (2006); (k) psychopoprock (2011/2017).
– performances: (l) Chi-Chi no Municipal-SP e (m) Strip Tease Poem (1976),
(n) Rimbauds Efêmeros (1977), (o) TV DADA Show (1978), (p) VT-JAM-TV (1986), (q) Spider-webs (1979/1982/1990/2007); (r) MixMedia (2001);
(s) PsycoPop (2009 / 2013 / 2015); (t) FACESinTIME (2007/2009/2014)…

Música:

(até esta data) 252 registros gravados: Caetano Veloso, Anitta, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Marina Lima, Marisa Monte, Rita Lee, Lulu Santos, Lobão, Skank, Ney Matogrosso, Hanoi-Hanoi (fundador), etc…

– hits: Totalmente Demais (abertura da novela da Globo), Linda Demais, Sexy Yemanjah (abertura da novela Mulheres de Areia), Radio Blá, Gata Todo Dia, Life Gods (abertura de BRASIL MÍSTICO, Globosat) etc… Produziu trilhas musicais para Navalha na Carne (Prêmio JB-1997) e videos independentes.

Jornalismo:

– Editor de O PASQUIM, entre 1985/86, da revista cultural RioCapital (1998), Editor poemaShow (2005/2006); articulistas de OPINIÃO (1977), Jornal de Ipanema (1979), O NACIONAL (1985), e dos eletrônicos: Cult Link e PasquiNet.

web communications:

– site pessoal (em manutenção); 7 canais no YouTube; canal em Vimeo;
perfil e 6 fanPages no
FaceBook; blogs; perfis no Instagram; Whatsapp; Twitter; Messenger; canal em WordPress; c; canal em Pinterest; canal em SoundClound; canal em Tumbrl; 4 audiobooks na strat-up UBooks;

Cinema & Video:

– Dirigiu, roteirizou e participou de Clips para MTV + co-direção docx H.O.N.Y. (Hélio Oiticica in New York), amostra H.O – PS1 (NY – 1988)

– participou de filmes Rio-Babilônia (Neville d’Almeida); A Idade da Terra (Gláuber Rocha); Terror & Extase (Antônio Calmon); O Segrêdo da Múmia (Ivan cardoso) e Luar sobre Parador (Paul Mazursky).

– participa do Zebra Poetry Film Festival (Berlin) desde a edição de 2010.

– trabalhou com Chacal como para o programa Juba & Lula, TV Globo.

Artes Plásticas / exposições individuais / EXTRAS:

(a) Presentes Contínuos (1976), (b) Macro-Fanzines (1989), (c) MiniLivros anos 70/80 (Bienal de São Paulo – 1996 / Galeria Obra Aberta – 2000).

– Criou e Dirigiu para Mutante Night-Club as revistas Musicais O Corôa & A Gatinha e Aquele Beijo que eu te dei. (2001/2002).

– Fundador da Gravadora INDIE Records (1996)

DIANA ROSA PAES (administradora do projeto)

• Graduação: Bacharel em Business Administration Management, Kensigton College of Business – University of Glamorgan (concluído em 2005)

• Pós-Graduação: Business Management, City University (concluído em 2006)

• Cursos: 2013 – Curso Trade Marketing ESPM – planejamento estratégico e a execução até os modelos de mensuração de Sell Out

• BY WORD OF MOUTH – Londres – de junho/2004 a junho/2006 – Administração de Eventos – Responsável pela supervisão de hospitalidade, coordenando equipe em eventos, como Ascot Racecourse, MTV Awards, Lord Cricket, exibições de artes Christies e Sotherby’s, Bafta, e festivais “Virgin Festival” e “Tea in the Park” entre outros.Butler oficial para família Real Britânica em Londres e Windsor.

• QUANTUM TECHNOLOGY MARKETING – Londres de junho/2003 a junho/2004 Estagiária – work placement / campanhas, pesquisas e execução: responsãvel por relatórios semanais, indicando áreas criticas e sugerindo mudanças das campanhas: IBM, – Pesquisa de Marketing, Lexmark – Atendimento ao consumidor, BMC Software – Organização do banco de dados.

• FORD MOTOR COMPANY – Camaçari (BA) – de maio/2007 a agosto/2009
– Analista Financeiro Pleno E Controladoria de Qualidade e Total Value Management;

• L’OREAL – Rio de Janeiro- Brasil 2009/2015 – Desenvolvimento de Mercado, resppnsável pelo Projeto MATRIX – premiado pela empresa no Beauty Shakers Awards (2012) – Responsável pelo L’Oréal Sales Academy no Brasil: profissionalização da equipe de vendas – mudança de foco sell in para sell out – 2009-2010 Gestão Financeira / Orçamento e acompanhamento do P&L do departamento e das marcas

• ESSILOR (France) – Rio de Janeiro- Brasil 2015/2017 (em licença maternidade) – Lentes como Varilux e outras – Cargo: Programas de Responsabilidade Social.

CATÁLOGO DA EDITORA
: poesia :: [panfletos]
01 – TulipaNegra (1972) <envelopado>
02 – A Maçã Podre (1972) <dobrado>
03 – Pelotão de Fuzilamento (1973) <dobrado>
04 – P(r)onto para A(r)mar (1974) <dobrado>
05 – A Pin-up do Marinheiro (1975) <envelopado>
06 – Hamburguer do Coração (1975) <envelopado>
07 – Frágil Tarzan (1975) <envelopado>
08 – UFOs no Kitsch-Net (1976) <grampeado>
09 – Gravidez Portátil (1977) <grampeado>
10 – O Onanista Maneta (1977) <grampeado>
11 – Netuno Afogado (1978) <envelopado>
12 – Mãezinha de Luxo (1979) <envelopado>
13 – O Lambe Língua (1979) <envelopado>
14 – Leitura em Búzios (1979) <envelopado>
15 – Lixo de Luxo (1981) <envelopado>
16 – Mademoiselle Fórceps (1982) <grampeado>
17 – Parangoletty (1981) <envelopado>
18 – Hollywood Now (1985) <grampeado>
19 – Da laia Da Maracutaia (1986) <dobrado>
20 – O Blecaute dos Vagalumes (1987) <envelopado>
21 – Um Boeing Chamado Desejo (1988) <dobrado>
22 – Xêra Pêxe (1989) <dobrado>
23 – O Louco Loquaz (1990) <dobrado>
24 – Lacaio Laico (1990) <dobrado>
25 – A Gula da Lua (1991) <dobrado

:: poesia :: [booklets/mini-books]
26 – Obra Inacabada Jamais (1975) <pasta A4 – inédito>
27 – O Travesti Bossal (1976) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo>
28 – A Grande Organização (1977) <book in progress>
29 – Orquídeas (1978) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo/caligrafado>
30 – Tesouros da Juventude (1978) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo>
31 – Muqueca de Namorado (1978) <booklet 1/8 A4 – mimeógrafo>
32 – Cat-Xupe (1978) <booklet 1/2 A4 – impresso no verso de panfletos>
33 – O Kúmplice do Tarado (1978) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo>
34 – Viva o Chicrete (1978) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo>
34 – Pessimagang (1979) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo>
36 – Bifs (1979) <booklet 1/8 A4 – mimeógrafo/caligrafado>
37 – Boys in the LadiesLand (1979) <booklet 1/8 A4 – em inglês/xerox>
38 – Tarô Laico (1979) <booklet 1/2 A4 – inédito/caligrafado>
39 – Das GatasChics (1979) <booklet 1/2 A4 – inédito/escrito a mão>
40 – Mãe Solteyra (1979) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo>

41 – Ziggy, o moderninho (1979) <booklet 1/4 A4 – inédito>
42 – Hembromabroto (1979) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo>
43 – Kalmaminina 80 (1980) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo>
44 – Le Bumbumfoffo (1980) <booklet 1/4 A4 – off-set> *ilustrado por Torquato de Mendonça
45 – Lua (1980) <booklet 1/4 A4 – off-set/escrito a mão> *ilustrado por Eliâna Brito Sena
46 – Limpos Boleros (1980) <booklet 1/4 A4 – mimeógrafo>
47 – Hormônios (1980) <caderno/escrito a mão>
48 – Praninarunenen (1981) <booklet 1/4 A4 – off-set>
48 – Beijinhos (1981) <booklet 1/8 A4 – xerox> *ilustrado por Reinaldo Leitão
50 – MiniLove (1981) <booklet 1/16 A4 – xerox/caligrafado>

51 – Ogã de Ogun (1982) <booklet 1/4 A4 – xerox/caligrafado>
52 – Kafta no Espeto (1982) <caderno espiral/caligrafado>
53 – Bang the Boeing (1983) <booklet 1/8 A4 – xerox/caligrafado> * em inglês, vendido in NYC
54 – Too Soft (1983) <booklet 1/8 A4 – xerox> *em inglês, vendido in NYC
55 – Rock’n’Roll (1984) <booklet 1/4 A4 – xerox/caligrafado>
56 – Surf (1984) <booklet 1/4 A4 – xerox/caligrafado>
57 – Arquetipinhos (1985) ❤ booklet 1/4 A4 – xerox/caligrafado/envelope>
58 – Utopia Fun Club (1986) <booklet 1/4 A4 – xerox/caligrafado>
59 – Rocks Parisienses (1986) <booklet 1/4 A4 – xerox>
60 – Sinfonia em Brasília (1986) <teatro-apostila – xerox>

61 – Tur (1986) <caderno/escrito a mão>
62 – A Morte não manda desculpas (1987) <caderno/escrito a mão>
63 – Chopin Center (1988) <pasta A4 – datilografado – inédito>
64 – Sullivan, O Rei do Yê-Yê-Yê (1990) <caderno/escrito a mão>
65 – Junk Stories: Anos Brancos (1991) <booklet – computer print>
66 – MacroFanzines (1993) <booklet 1/4 A4 – computer print/caligrafado>
67 – Sísifus & suas Rolling Stones (1995) <apostila A4 – datilografado>
68 – Totalmente Demais (2002/2007) <booklet 1/4 A4 – computer print>
69 – Windows (1995) <booklet 1/4 A4 – computer print/caligrafado>
70 – O Solo do Dj (2003) <booklet 1/4 A4 – computer print>

71 – Velhos Carnavais (2003) <booklet 1/4 A4 – computer print>
72 – Felicidade Zen (2003) <booklet 1/8 A4 – computer print>
73 – JourNow – 1º caderno (2004) <booklet 1/4 A4 – computer print>
74 – JourNow – 2º caderno (2004) <booklet 1/4 A4 – computer print>
75 – Micro Chic (2004) <booklet 1/16 A4 – computer print/caligrafado>
76 – Amorzinhos (2005) <booklet 1/16 A4 – computer print>
77 – Os Momossexuais <book lançado pela Ibis Libris em abril de 2007>
78 – Pic Nic Mix <booklet 1/2 A4 – outubro 2007 / reMix Coleção FACES>
79 – Sexy Sangue <booklet 1/2 A4 – outubro 2007 – reMix Coleção FACES>
80 – Murro no Muro <booklet 1/2 A4- novembro 2007 – reMix Coleção FACES>

81 – O Cafifa do Califa <booklet 1/2 A4 – janeiro 2007 – reMix Coleção FACES>
82 – O Ventriloco loco <booklet 1/2 A4 – janeiro 2008 – reMix Coleção FACES>
83 – De Bar em Bar <booklet 1/2 A4 – janeiro 2008 – reMix Coleção FACES>
84 – A Vaca Avacalhada <booklet 1/2 A4 – janeiro 2008 – reMix Coleção FACES>
85 – PoeMatrix (a nave-mãe) <booklet 1/2 A4 – janeiro 2008 – reMix Coleção FACES>
86 – Madeleine <booklet 1/2 A4 – janeiro 2008>
87 – Buzinaí Naïf <booklet 1/2 A4 – book lançado pela Ibis Libris em maio de 2008>
88 – (cartas fora do) BARALHO <booklet 1/4 A4 – micro-editions vol 1 – novembro 2008>
89 – Amorzinho 2 <mini-booklet 1/8 A4 – micro-editions vol 2 – dezembro 2008>
90 – Memória de Vinil (contos) <booklet 1/2 A4 – 80pag – micro-editions vol 3 – dezembro 2008>

91 – Baralho – teatro desmontável <booklet 1/2 A4 – 80pag – micro-editions vol 4 – dezembro 2008>
92 – poeMatrix – a nave-mãe <booklet 1/2 A4 – 140pag – micro-editions vol 5 – fevereiro 2009>
93 – Zenão é Zen <booklet 1/2 A4 – 90pag – micro-editions vol 6 – abril 2009>
94 – XY, o oogâmico <booklet 1/4 A4 – 60 pag – pocket-pop collection vol 01 – junho 2009>
95 – ARARARARA <booklet 1/4 A4 – 60 pag – pocket-pop collection vol 02 – julho 2009>
96 – morcEGO CEGO <booklet 1/4 A4 – 60 pag – pocket-pop collection vol 03 – setembro 2009>
97 – FACEBOOK <booklet 1/4 A4 – 104 pag – heart action collection – vol. 1.0- dezembro 2009 – 5ª edição 2011>
98 – PAIXÃO INVENTADA <booklet 1/4 A4 – 104 pag – heart action collection – vol 1.2 – março 2010 – 7ª edição 2011>
99 – SÓLIDA SOLIDÃO <booklet 1/4 A4 – 128 pag – heart action collection – vol 1.3 – julho 2010>

100 – MICROFILME <mini-booklet 1/16 A4 – heart action collection – vol 1.1 – janeiro 2011>
101- AVALANCHE <mini-booklet 1/4 A4 – heart action collection – vol 1.4 – março 2011>
103- AUTOMÁTICO <mini-booklet 1/4 A4 – heart action collection – vol 1.5 – junho 2011>
104 – PALANQUE PUNK <mini-booklet 1/4 A4 – heart action collection – vol 1.6 – dezembro 2011>
105- TODO MUNDO MÁQUINA <mini-booklet 1/4 A4 – heart action collection – vol 1.7 – janeiro 2012>
106 – HAMLET POP – Teatro <mini-booklet 1/4 A4 – heart action collection – vol 1.8 – janeiro 2012>
107 – MICROFILME <mini-booklet 1/4 A4 – heart action collection – vol 1.9 – janeiro 2012>
108 – I AM NOT ME I AM MINE <mini-booklet 1/4 A4 – outubro 2012> in english/Berlin
109 – FALAÇÃO <booklet 1/2 A4 – janeiro 2013>
110 – ARIGATÔ <mini-booklet 1/4 A4 – heart action collection – vol 1.10 – abril 2013>

111 – GOOGLE GIRLS A-GO-GO <mini-booklet 1/16 A4 – julho 2013>
112 – ARQUIVO VIVO <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 1.0 – dezembro 2014>
113 – BEIJA FLOR <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 1.1 – dezembro 2014>
114 – AMOTE <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 2.0 – janeiro 2015>
115 – MOTOR <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 3.1 – maio 2016>
116 – COMPACTO <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 3.2 – maio 2016>
117- PSYCHOLOVERS <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 4.0 – julho 2015>
118 – BOAS FESTAS <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 5.0 – dezembro 2015>
119 – ROCK’n’ROLL <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 6.0 – janeiro 2016>
120 – LIXO DE LUXO <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 7.0 – fevereiro 2016>

121- CINEMIX <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 8.0 – junho 2016>
122- UM VIRUS CHAMADO MADELEINE <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 9.0 – outubro 2016>
123- UM APAIXONADO NAS NUVENS <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 10.0 – janeiro 2017>
124- TAVINIANAS <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 11.1 – junho 2017>
em dupla com JOHNNISÍACAS (de João Guilherme Estrella  – vol 11.2)
125- TINDERELLA – A Caçadora de Pokemóns <mini-booklet 1/4 A4 – GIBI collection – vol 12.0 -dezembro 2017>

:: [livros em formato de jornais] ::
01 – poemaShow nº1: 20pags <experimento lançado em abril 2006>
02 – poemaShow nº2: 40pags <experimento lançado em agosto 2006>
03 – poemaShow nº3: 68pags <experimento lançado em dezembro 2006>

:: [e-Books]
04 – Fraü Frankstein (1999) <PDF/Acrobat>
05 – Midnight Cinderella (2000) <PDF/Acrobat>
06 – O Sorriso do Gato de Alice (2001) <PDF/Acrobat>
07 – A Caminho de Santiago (2001) <PDF/Acrobat>
08 – Os Yuppies também amam (2001) <PDF/Acrobat>
09 – Madeleine (2001) <PDF/Acrobat :: roteiro audio-visual>
10 – In Limbo (2001) <PDF/Acrobat :: roteiro audio-visual>

11 – […eu queria] Ser (2002) <PDF/Acrobat :: coleção e.books2>
12 – Grana – (2002) <PDF/Acrobat :: coleção e.books2>
13 – A Diva da Fashion (2002) <PDF/Acrobat :: coleção e.books2>
14 – Top Model Club (2002) <PDF/Acrobat :: coleção e.books2>
15 – Boa Noite, Cinderela (2002) <PDF/Acrobat :: coleção e.books2>
16 – A Pin-up do Marinheiro (2002) <PDF/Acrobat :: coleção e.books2>
17 – A poesia era uma Lady (2003) <PDF/Acrobat :: coleção e.books2>
18 – O Vento Voa (2003) <PDF/Acrobat :: coleção e.books2>
19 – O Grande Hit do Verão (2003) <PDF/Acrobat :: coleção e.books2>

:: poesia :: [CD-ROM/audio-books/DVD]
20 – POESIA POP (1996) <audio-book on CD>
21 – O CORÔA & A GATINHA (2001) <audio-book on CD>
22 – PSYCHO POP 0.0 (2002) <e-Zine on CD-ROM>
23 – O RIO DE JANEIRO NÃO PERDOA (2003) <audio-book on CD>
24 – BemDita Poesia (2003) <audio-book on CD>
25 – BAIXO LEBLON on the Rocks (2003) <e-Zine on CD-ROM>
26 – DRUMS’N’POETRY (2004/2007) <audio-book on CD>
27 – CULT Demotapes (2007) <audio-book on CD>
28 – RADIO POESIA (2007) <audio book on CD>
29 – POESIA TURBINADA (2005) <on-line audiobook> by iMúsica
30 – À CAPELLA (2005) <on-line audiobook> by iMúsica

31 – MOBILE PING PONG (2010) <audioCardbook> by iMúsica
32 – TAWHISKY GUERRA (2011) <audioBook> by Nossa Cultura>
33 – MAD MADALENA (2011) <audioBook on CD> pré – master base OK
34 – MIDNITE CINDERELLA (2011) <audioBook on CD> pré-master base OK
35 – OS BROTOS TAMBÉM AMAM (2012) <audioBook on CD> pré-master base OK
36 – ELEITORAL (2012) <audioBook on CD> pré – master base OK
37 – OVERMIX EXPERIENCE (2012) <audioBook on CD> pré-master base OK
38 – MARY ON NET (2012) <audioBook on CD> pré – master base OK
39 – MOBILE PING PONG (2013) <audioBook>

40 – CARNAVAL PELO TELEFONE (2017) <audioBook ON-LINE at UBook.com>
41 – POESIA POP 1.0 (2017) <audioBook ON-LINE at UBook.com>
42 – O LOUCO NO AR (2017) <audioBook ON-LINE at UBook.com>
43 – MOBILE PING PONG (2017) <audioBook ON-LINE at UBook.com>

:: [DVD-audioVisualBooks]
39 – mnemoMix 1.0 <cineZine DVD, com Marcelo Gibson> (fevereiro 2006)
40 – CURTA FALA <cineZine com roteiros de curtas falados> (abril 2008)
41 – VISUAL POEMS <cineZine de poesia audio-visual> (maio 2008)
42 – PSYCHO POP 1.0 <audioVisualBook> (junho 2008)
:: miscelânea :: [em formatação]
– Poesia Voa <book em formatação, parceria com Bruno Cattoni>
– DVDemos <demotapes musicais com Marcelo Gibson e parceiros>
– à Capella <audioBook com poemas cantados à capella)
– Au Trottoir <audioBook sobre poesia marginal dos anos 70>
– FALASSÃO – Relax Show <audioVisualBook com Arnaldo Brandão>
– VIVO ao VIVO <audioVisualBook, com performances gravados ao vivo>
– PSYCHO POP 2.0 <audioVisualBook>
– UNIQUE BOOK <18 amostras  – Caligrafados em passaportes, cadernos especiais, Carteira de Trabalho, etc…>

:: total – 175 itens

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UM ROCK in RIO FEMINISTA

Postado por tavinho paes em setembro 24, 2017
Publicado em: poeMusix, video jam. Deixe um comentário

PRA COMEÇAR, um vídeo que tem tudo a ver com esse post… 

…então, vou logo avisando que…

…as participantes brazucas deste evento futuro, como no Rock in Rio que está acontecendo, apresentar-se-iam em palcos bem distantes … e eu selecionaria a Bianca Jhordão, a Ana Élle e a Eliza Schinner Baixo – elas resolveriam quem seriam as demais atrações e eu, se fosse responsável por alguma coisa num evento como este, limitar-me-ia a chamar o Corpo de Bombeiros só para garantir que nada demais acontecesse enquanto elas fizessem os convites e a fogueira começasse a assar as batatas…

…no mais, assim como o Papi Medina ensina a quem quiser fazer o mesmo, todas as atrações que proporei a seguir, tiveram um apurada análise similar a dos sujeitos que entendem de tudo (até de política): os publicitários!
…e eles, que tratam a estatística como uma bússola encantada, recomendaram apenas atrações que tenham mais de um milhão de viewers no YouTube para que seus clientes (os patrocinadores) não ficassem confusos e rejeitassem a proposta…

——————————
quinta: Female Rock Jam
20h:
THE VAMPS – amostra: “Ahead” (mais de 2 milhões de viewers)

22h
THE PRETTY RECKLESS – amostra: “Messed Up World” (mais de 12 milhões de viewers)

24h
na melhor linha dos fake-news e seguindo conselhos publicitários (sabem tudo) procurei achar alguém com mais de 60 anos para agradar a juventude … a Blondie não quis vir porque voltou a ser morena e seu cabelereiro morreu (uma desculpa melhor que a da Lady Gaga, que disse que estava gripada e, é claro, escondeu outra coisa – podem especular drogas … deve ter isso sim, mas eu acho que são fármaco-químicas e que não conseguiram driblar alguma depressão óbvia para quem se vê no espelho e tem que entender que é um sucesso promovido na mídia mais rastaquera do mundo …  digamos que me sugeriram a …
JOAN JETT – amostra: “Love Hurts” (+ de 2 milhões de viewers)

… mas eu, querendo um “dinossauro“ – que maneira horrorosa de chamar idosos que quando foram jovens eram mais parecidos com “pterodáctilos” do que com esses répteis carnívoros) e preferi a …
AVRIL LAVIGNE – amostra: “Bad Girl” featuring Marilyn Mason (+ de 45 milhões de viewers)

sexta: Noites do Leste Europeu
20h
uma abertura com DJs e uma russa daquelas …
MONA KALINA – amostra: “Big Dick

que traria consigo o workshop eletrônico da inglesa…
GOLDFRAPP – amostra: Systemagig

na verdade, elas entraram substituindo a Marsha Rasputina, que parece que não anda bem … afinal, a Wanderléia de Moskow já tem quase 80 anos … mas, como aos 76 gravou esse programa de televisão e apareceu com esse corpão, achei que poderia fazer o mesmo que os “dinossauros” do rock fizeram neste último Rock in Rio, a grande pedida da juventude que vai a esse troço …
caramba … olhem isso – 76 anos!

22h
CRUSCIFIED BARBARA – amostra: “Rock me Like the Devil”  (+ de 3 milhão de viewers)

24h
PUSSY RIOT – amostra: “Straight Outta Vagina” (+ de 1 milhão de viewers)

obs: foram colocadas para fechar a noite porque o festival poderia acabar durante a apresentação delas, pois são as que menos viewers tinham para os publicitários … mas para compensar, trouxeram alguém que eu desconfio ser uma transexual (se não for, o make-up  e os figurinos estão perfeitos para um disfarce desta natureza)  … e isto dá um IBOPE (politicamente correto e inclusivo) excepcional … esse video tem nada mais nada menos do que mais de 13 milhões de viewers:

THE KNIFE – amostra: “Pass these days on”

…agora, vai que as Pussy Riot tomem todas no hotel em que ficarem, resolvam sair por ai e, de repente, entram numa igreja do bispo do Prefeito Crivella e resolvam fazer algo assim…

sábado: noite Sertaneja
18h
MIRANDA LEMBERT – amostra: “Kerosene”

…abrindo com uma artista de peso, embora a noite prometa coisas bem mais picantes …  somados, os videos de MIRANDA LEMBERT no YouTube passam fácil de 100 milhões de viewers … é uma música bem interessante, com uma letra literalmente explosiva…

20h
GRETCHEN WILSON – amostra: “Redneck Woman”  (+ de 1 milhão de viewers) “

obs 1: o video não é o oficial da Gretchen Wilson, mas o que uma doida e seus amigos racistas (a bandeira confederada dos escravocratas sulistas é um recado indiscutível desta posição) faz em cena é um uó do borogodó … pegou a música, dublou (como fazem os travestis em boates), gravou o playback (tem até uma intervenção bem editada)  e pôs na rede … ficou tão ridiculamente engraçado que a verdadeira Gretchen (o video original desta canção tem 27 milhões de viewers) deve ter percebido que iria atrapalhar em nada seu prestígio, deixou no ar e ainda, às gargalhadas, o recomendou em duas entrevistas (mas isso só pode ser fofoca inventada) …

obs 2: não … não precisa mandar o Banco Santander ou o pessoal do Crivella censurarem, por aqui ninguém fala inglês tão bem para entender as gírias do midwest americano e essa canção maluca vai parecer uma canção de crianças (uma canção que, traduzindo a gíria local, chama-se: “Garota Caipira”)

22h
NOUVELLE VAGUE – Amostra: “Too Drunk to Fuck”

No melhor estilo dupla caipira brasileira, Nadéah Miranda e Liset Alea,  as lead singers do coletivo francês Nouvelle Vague, arranjado por Marc Collin e por Olivier Libaux que faz releituras (covers) muito especiais de clássicos do punk rock (como este, dos dead Kennedys – mas eles também fizeram loucuras com Bela Lugoso is Dead, do Bauhaus, Joy Division e The Clash) e os põe em vozes femininas … Um luxo nesta noite caipira ….

24h
encerrando a noite sertaneja, a campeã de viewers com mais de 100 milhões de viewers em apenas um de seus muitos videos – somando todos: ultrapassam 600 milhões de viewers … podem conferir … aliás, vale a pena … pois são um melhor do que o outro, os temas variam … e essa é mesmo uma super artista
LINDSEY STIRLING – amostra: Roundtable Rival

…mas, como ela esteve recentemente no Rio e ninguém nem notou nem foi vela numa arena gigante que já foi “Hall” de tudo quanto é produto do mercado financeiro e agora, em 2017, é um tal de KM de Vantagem Hall (ligado ao cartão de fidelidade dos postos de combustível, acho que Ypiranga) ela pode dar pra trás … então, pra precaver este pequeno contratempo, fica na manga a melhor banda da parada (que abriu essa postagem) fazendo sua leitura perfeita do clássico que Johnny Cash sempre tocava quando fazia dupla com alguma cantora, principalmente se ela fosse sua esposa June Carter Cash  …

HILLBILLY MOON EXPLOSION – amostra: “Jackson”

obs: como este video tem menos de 1 milhão de viewers, para não confundir os “patrocinadores” e manter a dica dos “publicitários“, vamos por um que tem mais de 11 milhões de viewers e a cantora também está acompanhada de seu namoradinho punk, Sparky, da banda Dement are Go

domingo: last day
horário especial – 14h
… mais fake-news, na veia (duas primeiras bandas, japonesas, cujas as integrantes tem menos de 18 anos e não poderiam se apresentar à noite segundo as Secretarias Municipais de Controle sobre Atividades Recreativas e Excessos Culturais – embora, pagando, tenham deixado entrar até bebês)

BABYMETAL – amostra: “Karate” (+ de 22 milhões de viewers)
absolutamente recomendável para a gurizada (mas

 BAND-MAID – amostra: “Thrill”   (+ de 5 milhões de viewers)

…este domingo será uma noite especial, dedicada apenas à holografias de grandes nomes do rock, mas antes, um concerto com a poeta mais “dinossaura” de todos os tempos do rock americano…

…e aí começa o show holográfico (só pra gente imaginar como será a abertura das Olimpíadas do Japão) … e só aparecerão artistas que estariam fazendo de 70 a 90 anos, mas que se foram antes por conta da enxurrada que batizaram de “Sexo, Drogas & Rock’n’Roll” – hoje, tudo isso cabe num celular … gente a magnífica, insubstituível e insuperável …

outra que quase ninguém lembra, mas que era de fazer a porca torcer o rabo .. Grace Slick, a vocalista de uma das primeiras bandas de rock americanas…

mas nada disso seria completo sem a grande fera de todos os tempos … a incontrolável Wendy o’Williams e sua banda The Plasmatics mais punk que todos esses punks de hoje em dia … um negócio que ninguém sabia explicar …

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ATENÇÃO NAVEGANTES que nem sempre sabem nadar
…que fique claro que não estou zombando ou sendo um preconceituoso camuflado fazendo isso … ideologicamente (se é que isso é possível) eu acredito com profissão de fé, que o mundo está prestes a ser devastado por uma guerra (onde valores éticos confundidos com questões morais tratarão de colocar os opostos nas trincheiras que merecem).
…depois que o pós-modernismo ultraliberal eliminou a metafísica dos nossos recursos de raciocínio lógico, criou-se um monumental problema filosófico para quem quiser pensar numa saída para o labirinto em que se meteu a civilização da era pré-nuclear: “imaginar uma nova Utopia sem usar a metafísica e complicar a charada com a presença capenga de sua irmãzinha xiita, a dialética!”
… a esquerda que me perdoe, mas, hoje, nem a Xina (é, agora que esses marxistas se tornaram os maiores capitalistas do planeta, é assim que se escreve, com xis mesmo) discute mais o valor comunista de seu sistema de controle da caldeira social e a Coréia do Norte não é lá um bom exemplo a ser seguido ou postulado como algo ótimo para quem ama a liberdade, em cima do muro não cabe mais ninguém (por isso, tem tanta gente mudando de lado passando por baixo dele).
… é nesse vão de ponte partida que eu acredito que o FEMINISMO é a mais importante discussão ontológica sobre o futuro do planeta … e não estou fixando meu entendimento sobre este processo politicamente importante no modelo minimalista dos xingamentos de “machista” que se espalharam por aí como uma praga; nem nas políticas que alinham esse pensamento às lutas moralistas pela liberdade de “orientação sexual” dos gays … as coisas estão em um processo de deterioração tão violento que vai acabar condenando essas duas frentes de rebeldia e luta por uma liberdade quase existencialista ao mais monótono descaso e desprezo pérfido que ninguém pode imaginar como possível (e eu prefiro acreditar que, neste ponto de vista, est, posso estar redondamente enganado).
… junto com o racismo e outras frentes inclusivas chamadas de “minorias” – isto porque, na falta de uma categoria kantiana que dê conta desses pesadelos, chamar de minoria não ofende a maioria – tudo isso vai acabar sendo fundido e mal pago numa multidão única, fragmentada e sujeita à lideranças fracas e horizontais.
…nesta situação confusa, sem a metafísica e sem a operação dialética capaz de definir tese e antítese para cada possibilidade possível de ser pensada, questionada e discutida ad infinitum, todos estamos ficando cegos ou apenas capazes de ver um horizonte onde o sol sempre se põe e nunca onde ele nasce.
…é nesse viés que vejo e torço para estar certo que o FEMINISMO possa vir a ser a ferramenta mais eficiente para que uma nova Utopia possa aparecer sem apoio da metafísica e possibilitar uma alternativa para nos salvar do autoextermínio sumário a que estamos sendo induzidos a aceitar.
…acho que podemos rever toda a história da humanidade sem precisar ir ao passado para buscar pontos de apoio ou justificativas para uma ação que nos proteja de uma iminente aniquilação irreversível de nossas vidas e o tal do FEMINISMO oferece uma chance única para revertermos o processo, colocarmos a ampulheta de cabeça pra baixo e darmos o salto quântico necessário às demandas de nossa saúde mental.
…pensem bem: o antônimo de FEMINISTA não é MACHISTA … uma coisa não anula nem inverte a outra, mas, tomadas como antagônicas são perfeitas para um confronto manipulável por quem está pouco se lixando para quem vai se bater nas frentes da batalha … o buraco da proposta dessa reviravolta nas relações humanas e sociais é bem mais embaixo … diria que é perto de onde a cova começa a ser cavada…

curiosidade: no Rock in Rio anterior a este que está acabando agora em 2017, o Medina fez o festival durante o Ramadan árabe … este ano, o festival coincidiu com Rosh Hashaná – ano novo judaico (5778) – que coisa religiosa … não me surpreenderia se o Padre Marcelo fosse chamado para abrir um dos 3 palcos instalados por lá … do jeito que os caras montam isso, até numa noite punk o Padre Marcelo entra sem problemas… rsrsrs …

…e restaram algumas queixas bestas como: ” – ah! pensei que eles iam trazer o ZZ Top … adoro as garotas dos clipes deles!” … uai, sô: será que quem diz isso é machista? … rsrsrs

PRA FINALIZAR … um vídeo que inspirou-me a fazer esse post, onde estão lá aquelas garotas que, talvez nem soubessem que sem elas nada daquilo seria possível … Woodstock, hippies … nada disso existiria se elas não estivessem por lá … segurando a barra  … assinado a obra de arte…

NÃO TENHO DATA PRA COMEMORAR

Postado por tavinho paes em junho 3, 2016
Publicado em: Uncategorized. Deixe um comentário

 – my personal Pulp Fiction
(ou O Primeiro Dia do Fim da Minha Vida)

pulp 02…se, para mim, há uma data para não comemorar, este 3 de junho de 2016 seria a data mais perfeita e adequada pra fazer isso, posto que, sem que eu possa mudar nada, foi nesta data que cometi um erro numa escolha infeliz que pos em risco minha saúde física (cheguei a um AVC, 4 meses depois), desnorteou meu trabalho (dois audiobooks ficaram comprometidos e sem lançamento – um deles nem chegou a ser finalizado como deveria) e literalmente aniquilou alguns de meus sonhos mais bonitos e criativos.
…mas, para não comemorar desgraça, vamos ficar só na falta de carinho, numa má vontade onde imperou o orgulho mais mesquinho e na prática de um desprezo discreto que pode até desculpável (eu já desculpei, por força do hábito … rsrsrs)…

…segundo um das minhas agendas passadas (xerocadas por Juliana Hollanda D’Avila para um livro que ia acabar sendo uma roubada editorial), há 6 anos atrás, em 2009, exatamente nesta hora e nesta data, anotei uma informação flagrante que garante que fui responsável por uma irresponsabilidade da qual nem me arrepender é possível, pois não há culpa nem perdão para o que veio a acontecer comigo, logo depois que não aconteceu nada … rsrsrsrs.
…na sequência deste desatino híbrido, o que aconteceu nunca havia me acontecido antes nem nunca aconteceria nunca mais, por que foi algo que aconteceu para sempre … e o que acontece para sempre; nunca mais precisa acontecer de novo…

…algo tão consistente que não poderia mesmo dar certo; já que não havia nenhuma razão para que desse tão errado…
…em contrapartida aos males que se multiplicaram, senti algo que nunca havia sentido por ninguém … só que senti isso por alguém completamente indiferente aos meus sentimentos e sem nenhuma preocupação com o que pudesse me afetar … alguém por quem tive a fé que se tem numa amizade e que, subitamente, aprofundou sua rejeição a ponto de eliminar qualquer indício de amizade recíproca e passar a sentir uma fóbica repulsa pela simples presença da minha pessoa ao seu redor (isso sim, era muito triste e agravou muito a possibilidade de reverter a situação indesejada).

…falo de alguém me fez muito bem feito um mal para o qual não há remédio … deixou-me um trauma de referência irrecalcável com o qual, queira ou não queira, terei que lidar até o fim dos meus dias (ou, até o último suspiro para fiocar bem dramático … rsrsrs) … alguma coisa que só um esforço mútuo para esclarecer motivações poderia amenizar tanto desconforto; mas esquecer não … isso nenhum dos dois esquecerá nunca mais!

…com esse desenho macabro, vale bom lembrar que aquilo que a gente não esquece a gente nem precisa lembrar (se não esquece, não há razão para lembrar); embora eu não saiba exatamente o que se passou na minha cabeça, naquele momento mágico e entorpecente que ficou lá longe, perto de onde o nunca mais se encontra pra sempre com o que se desencontrou lá na frente, enquanto, sem me dar conta, apressado e espavorido, fui andando pra trás.

pulp 01A CENA

…éramos muitos, tirando uma soneca num único quarto de um hotel furreca na periferia de São Paulo, descansando após um evento interativo consciente e divertido, antes de embarcarmos de volta pro Rio, na manhã que não demoraria a chegar naquela madrugada fria, longe de casa … só dois dormiam nas duras camas de solteiro com travesseiros rasos … os outros se espalhavam pelo chão, com cabeças nas mochilas, entre as camas … todos, exaustos da maratona de horas num palco universitário, dormiam a sono solto.
…só eu estava acordado e, mesmo meio enlouquecido pelo desgaste físico, vendo o que só eu via, dava pra duvidar que alguém, ali, naquele quartinho apertado, sonhasse mais do que eu estava sonhando acordado.

…havia levantado, passado com cuidado por cima de dois camaradas adormecidos, ido ao banheiro e, na volta, por conta do movimento no espaço ocupado, desviei o olhar num segundo e, como um flash, vi aquele rosto sorrindo de olhinhos fechados (executando movimentos tipo REM bem apressados, com as sombrancelhas apresentando um calombo movimentado – e o sorriso variando nos lábios … que lindo!).
…aquilo foi como ver o sol em plena borrasca … observar, impassível e maravilhado, um tornado vir na sua direção jogando pro alto tudo que encontrar em seu caminho … uma beleza tão genuína como a pureza refletida nas pinturas sacras do renascimento … a beleza platônica, em alta performance.
…num movimento gentil e cuidadoso, aproximei-me bastante e cobri aquele corpo com um lençol desarrumado … perplexo e sem entender muito o que acontecia comigo, fiquei ali, em silêncio cerimonioso, olhando aquela criatura doce e feminina de um jeito que eu nunca tinha olhado por mais de 2 minutos … nem mesmo reparei que o que estava me deixando hipnotizado era um rosto dorminhoco que sorria de algo com que provavelmente estaria sonhando enquanto eu, ali parado, sonhava acordado.

pulp 03O RESULTADO DO BELO DESASTRE

…na verdade, hoje eu sei, foi naqueles meros 2 minutos de contemplação simpática que cometi um destes enganos que acabam nos custando os olhos da cara … fiz uma escolha confusa (este é o erro fundamental: escolhi a pessoa errada, pois havia outras e eu as descartei, a partir daquele momento) e determinei-me a executar algo que já vinha desejando arriscar, sem me dar conta que esse passo em falso acarretaria a imersão num psicodrama sensorial extremamente delicado (por isso, levei uma banda daquelas em que decepção é pouco pra explicar o estrago; mas, digamos que, ao longo destes 7 anos, permiti que alguém a quem continuo querendo muito bem me tratasse muito mal e me nivelasse muito abaixo do que se espera de um amigo em que se tem confiança e admiração ilimitadas).

…por 7 longos anos, sem me dar condições para que eu fosse com ela do jeito que eu sou quando me sinto bem na companhia de alguém, nunca pude tentar ser de um outro jeito que, talvez, ela quisesse que eu fosse … foi um desarranjo sensorial em que não faltaram prejuízos emocionais graves nem frustrações leves … até posso acreditar que experimentei uma espécie híbrida de crueldade, na qual há uma certa inocência sádica sendo exercitada sem nenhum constrangimento ou cuidado…

…foi a partir daquela visão angelical da Branca de Neve que me tomou o juízo a seu bel prazer que conheci um inferno similar ao que deve ser oferecido aos que se equilibram no fio da navalha da psicose e aos que desafiam a lei da gravidade num trapézio circense em que, ao largar a barra em pleno vôo, espera-se que alguém te recolha no ar, fazendo um movimento preciso e contrário ao seu.
…entretanto, o vazio que prescedeu à queda livre num vazio que, por algum tempo, deixou-me flutuar num espaço imaginário, foi algo tão feliz e tão cheio de entusiasmo que só posso incluí-lo nas resenhas daquilo que chamamos de fenômenos extraordinários … foi maravilhoso mesmo e, talvez por isso, tenha me deixado tão desatento e desarmado!

pulp 04A AB-REAÇÃO LENTA E GRADUAL

…hoje, nesta data, estou chegando ao fim de um ciclo cósmico de 7 anos de desgostos e dissabores variados, todos acontecendo em cadeia, após aquele momento de virtudes éticas acima do óbvio e do necessário … daqueles dias pra cá, fui percebendo a contragosto que meus dias nunca mais voltariam ao passado e o futuro que me cabia, haveria de ficar tão distante que nunca mais mereceria ser alcançado … naquele vão do voo inicial, estive suspenso num presente congelado, fisgado pela isca mais inocente deste mundo … estava maravilhosamente perdido .. perdidamente apaixonado … emocionalmente viciado num tóxico disponível apenas para os que se predispõem a ter o coração fatiado ou moído para um hamburguer…
…hoje, para meu desespero moral, compreendi que nunca conheci a chave para abrir aquela porta … que nunca experimentei uma mudança no comportamento inflexível que foi adotado por quem elegi por conta de um ato falho … lidei com uma série de humilhações mesquinhas como quem lida com uma gripe ou uma sarna pra se coçar e mais nada … não houve nenhum homicídio; não teve estupro; nem tapas nem tiros nem torturas; e muito menos discussões calorosas sobre pontos-de-vista contrários … digaos que aconteceram só algumas infames sacanagenzinhas, uns deboches previsíveis e um show de covardias cínicas, além de alguns desperdícios que podem ser classificados como sendo bem desagradáveis … bullings!

…como nada daquilo deu certo e o que deu errado não pode ser remendado ou consertado, restar-me-ia, desta data fatal e um tanto quanto bizarra para os padrões de envolvimento emocional contemporâneos, usufruir apenas uma melosa melancolia, daquelas que vão contaminando e destruindo pouco a pouco todo e qualquer entusiasmo que a gente possa tentar lançar mão para sair de alguma crise depressiva.
…não fosse uma delicada fantasia que nela se escondia, com a qual nem mesmo eu me sentia fantasiado, até mesmo o suicídio narcisista seria uma das consequências possíveis para dar um fim trágico a uma comédia de costumes conservadora e cheia de preconceitos agregados … entretanto, foi agarrado nesta fantasia maluca (uma esperança romântica entre escombros de um desastre) que sobrevivi ao fracasso do meu sonho mais livre e ousado.

pulp 06…para manter viva e ativa a vida que começaria a desmoronar como uma escultura de areia a ser levada pela maré cheia, procurei fazer daquela fantasia (a tal esperança) o mesmo que uma droga faz com um viciado … e mesmo assim, por conta da minha curiosidade sobre a natureza humana, como quem cutuca , coça e arranha uma ferida até sangrar (tirar a casquinha é uma delícia, rsrsrsrs), mergulhei fundo naquela paixão tóxica, usando e abusando da “poesia” – que me é uma amiga que jamais me desampara – e fui dando tratos à tragédia, embelezando até onde fosse possível aquele amor sem beijos que jamais se sentiu carente de abraços e sempre se deliciou com olhares mudos e vagos … tudo para adoçar, na intimidade dos desejos mais eróticos e saudáveis, algumas mágoas idiotas que se desmanchavam quando atingidas pela imaginação incendiária dos sonhos apaixonados.

PODE
AQUILO QUE LEVA VC A AMAR ALGUÉM

SER JUSTAMENTE O PRINCIPAL MOTIVO
PARA QUE ESTE ALGUÉM NÃO TE AME?

…para não parecer um exagero, devo dizer que tudo isso, apesar dos 7 anos de luto por uma pessoa viva, não foi um fim de mundo ter que assumir que meu caminho havia chegado a um ponto em que tinha tecnicamente acabado … o abismo estava na minha frente e eu, como um sonso que não mede seus atos. já havia dado o primeiro passo.

…até hoje, por conta dos delírios que estimulo a revelia dos conselhos de amigos versados em terapias psiquiátricas, ainda não cheguei ao fundo do precipício e, ainda que de uma maneira que pode ser tratada como uma tristeza desnecessária e desconfortável, gozo cada minuto da vertigem desta queda interminável, sem nenhuma vontade de descobrir o que realmente me espera lá embaixo.
…o orgulho que me mantem olhando pra cima, não só sustenta o que resta da minha auto-estima como também vê um céu que, por mais que eu afunde, não fica nem um centímetro mais distante de onde estava antes, nem foge do meu olhar emocionado … não há cicatrizes nem feridas … não há dor nem sofrimento: só desilusão e decepção … a libidio não esteve reprimida; mas foi deprimida … o humor não perdeu o sorriso; mas ficou saboreando uma desgraça.

…ainda vivo tranquilamente trocando desassossego por esperanças pálidas como as luzes das madrugadas … perceber que as saídas estão fora do seu alcance não elimina o fato de que as entradas que escolhemos ao acaso continuem abertas para nos receber de olhos fechados.
…sinto-me delicadamente calmo e preparado para fechar um ciclo de 7 anos em que não vivi nenhuma alegria no sonho que mantive vivo e acordado, apesar das inúmeras portas que abri e das ofertas que me foram concedidas pelas sortes mais mundanas e ordinárias.
…a esperança pode ser uma loucura besta, mas foi a ferramenta que a “poesia” me ofereceu para que a depressão fosse sempre tão passageira quanto passageiras são as grandes felicidades…

pulp 05A COMEMORAÇÃO INADEQUADA

HOJE, 3 de junho de 2016, continuo completamente perdido e sinceramente: perdidamente apaixonado … se isto for uma doença, dela não quero mais ser curado … deveria até procurar um novo tipo de psicanalista que, ao invés de me curar deste masoquismo infame, me fizesse ficar muito mais pirado … acredito como quem louva um deus invisível com uma fé que remove montanhas que, de todas as perdições deste mundo, a única que vale a pena aprofundar até onde não se puder mais aguentar, é a paixão … estar perdidamente apaixonado pode até ser uma espécie de esquizofrenia … um narcisismo com motivações paranóicas … mas, em meio a tudo que tenho experimentado enquanto o tornado me gira por aí com sua força de mil cavalos alados, há nesta loucura algo tão surpreendente que, subitamente, é capaz de te oferecer do nada uma felicidade daquelas que valem cada ova de um petisco fino à base de caviar…

…hoje, sem efemérides nem euforia, bailando num silêncio típico de quem já passou por orgasmos piores, vou comemorar uma data que só existirá para mim e para que eu não a comemore sem sorrir (kkkk/rsrsrsr) e sem chorar (buá-buá).
…hoje, sei que continuo vivo porque, contra todas as incoerências dos meus sentimentos e contra todas as probabilidades de que nada vai ser diferente se eu não apagar da memória essa paixão teimosa, rejeitada e desastrada, meu sonho continua livre, leve e positivo; e, sendo assim, meus desejos continuam sacanas, sensíveis e intimamente abençoados.

…dizem os trovadores dos tempos do lampião à gás que a paixão, quando evolui para um amor incondicional e com alto teor de pureza em sua essência espiritualmente enigmática, garante que “o impossível” é apenas uma das possibilidades de tudo aquilo que é possível e que, sem ele, o que é possível, além de inócuo e passivo, seria uma absoluta impossibilidade.

…hoje, mesmo que prisioneiro de uma situação onde nem a solidão me basta, vou comemorar com um magnífico e solene despacho esta data em que já deveria ter aquietado meu facho … só vou comemorar mesmo porque foi nesta data que, há 7 anos atrás, a “poesia”, zombando da lógica mais segura e fazendo da moral uma peça de leilão para antiquários, na base do cambalacho, ensinou-me a construir, tijolo a tijolo, como um pedreiro laico, o muro que me empareda … um muro que a “poesia” me orientou construir, de cima pra baixo!

– este texto foi publicado in Facebook – 03 de junho de 2016 e imediatamente excluído para não criar mais problemas além dos que já existem e que sobram ao meu redor.

ME and My MATRIX

Postado por tavinho paes em fevereiro 9, 2016
Publicado em: poematrix, Uncategorized. Marcado: #tavinhopaes, #totalmentedemais. Deixe um comentário

quando me falaram eu não acreditei mas, viajando na web, lá em setembro de 2015, li o suficiente para entender que a irresponsabilidade dos gestores de conteúdos da web não tem limites.
No Facebook e no mais do Gmail, tudo integrado nas plataformas Google e distribuídos pelos hubs da Cisco Systems, funciona desde 2008, sempre em desenvolvimento, a criação analítica de um grupo de “geeks” que funcionou para estabelecer a grana com publicidade na web e fazer funcionar a tragédia pós-moderna mais tenebrosa: o marketing!
… um batalhão de robôs (puros logarítimos lineares) analisa tudo que vc posta: pra quem? o que vc diz? quem vc curte? o que vc comenta ou compartilha? … analisa tudo numa velocidade sobre humana e acha o que podem ser seus interesses, seus desejos materiais, seus gostos … basta falar a palavra Tênis (cuidado para não digitar dislexicamente Pênis) para que Nikes, Filas, Congas, Bambas, sapatarias, lojas de departamento com calçados esportivos e todo tipo de comércio compactado apareça do nada, anunciando ao lado de seus e-mails e da sua timeline … vc nem liga, mas, somático e subliminar, seu cérebro registra!

A novidade espantosa é que, usando os mesmos mecanismos de avaliação atualmente rodando instalados em sites de relacionamentos seguros (crescem mais que sites pornográficos), é só aguardar porque eles prometem achar na rede, só analisando o que vc diz, quem vc curte, como usa o tempo de certos verbos …e, pimba: os caras prometem achar na rede o que nem deus conseguiria: seu par ideal … alguém que combina psicologicamente com vc … o amor da sua vida … sua alma gêmea … que loucura!

…treinando o software (o IDID – Instant Device Identity) a ser implementado até o final de 2018, mandaram pro ar um site de perguntas (já são vparios) que são respondidas on-line, sem nenhuma interferência sua, apenas vasculhando (scaneando) seu material de msgs e post do Facebook …  curioso, fui brincar com a máquina e aí, deu isso a seguir!

2017 - fazer com amigos

2017 SEU SALARIO

Cegamente apaixonada por mim

2017 - Certidao Casamento (0)

05 teste diabinho

07 teste viajar

02 teste amor e odio

03 teste cereja

09 teste amor

14 teste crime

01 teste amigo admirador

11 teste Conselhos

10 teste coracao batendo

08  teste parceiro comercial
2017 - assassino Mano 3

20 teste RECORD

 

 

 

protege meu coracao15 teste Noticia Futura

INFERNO ASTRAL

Postado por tavinho paes em janeiro 18, 2016
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INFERNINHO ASTRAL DE AQUARIANO
(ou Nas nuvens do Céu que me protege)

PAIXÃO INVENTADA capa ARTJPEG…desde que a novela da Globo começou (numa segunda, 9/11) que tenho feito, todos os domingos (comecei um dia antes da novela, 8/11) um experimento simples e conceituado de “comunicação global“, à base de um “speed-speech” (discurso free-style em tempo real) a que chamei de “Totalmente D+“, já que “O Grilo Falante” (o alter-ego de Pinocchio, o mentiroso), apesar de mais adequado, apresentou problemas legais com a Disney.

…hoje, neste domingo, 17 DE JANEIRO DE 2016, passo a vez e o nono vai ficando pra depois do “parabéns pra eu” e antes do carnaval – 2 DE FEVEREIRO (com Yemanjah) … vai ser um registro só de minhas marchinhas!
.
…neste domingo, além de data de aniversário da minha filha (Diana Paes), acordei de ressaca (além da moqueca, ontem, quebrando uma dieta necessária ao conjunto de colaterais herdados por um tornado neural, bebi vinho à vontade no aniversário do Claudio Fernandes, e despertei com uma baita crise de “neuropatia periférica” (pernas formigando e sem firmeza), lidando um clima doméstico pouco favorável aos delírios – aliás, ontem, bebi nessa intenção, dancei muito e conversei sobre coisas doidas com uma pá de gente.
… enfim, agora, domingo, não há nenhuma condição para deixar o pensamento fluir, engendrar charadas e continuar armazenando horas e horas (já são 18h25min) a serem revisitadas, decupadas e trabalhadas como anotações vivas para um livro de reflexões, um programa compacto (docx) ou mesmo um simples registro bruto de camadas de tempo congeladas e ativas sobre assuntos variados … estes domingos não chegavam a exercitar um “brainstorm” com foco determinado, mas rendeu momentos aleatórios (adoro as possibilidades randômicas do pensamento vivo) fixados na linha descontínua da eternidade cujas ideias gestadas, como vinho, estão fermentando independentes de nossas opiniões e reciclagens futuras.

BEIJA FLOR capa 2014…esse troço de “inferno astral” é uma frescura que parece me perturbar todos os anos … não chego a ficar depressivo (meu humor ainda tem dispositivos que não permitem o colapso melancólico), mas a motivação sofre uma queda de estímulos e é melhor ficar quieto como um Atlas fora de ordem, carregar “meus mundos” nos ombros sem reclamar das divindades e não me perder da metafísica – atualmente, meu desafio mais excitante é tentar engendrar uma nova utopia sem a presença da metafísica e, assim sendo, sigo a testar esta impossibilidade nos limites da dialética, usando o raciocínio da poesia para reinventar a matemática e redimensionar o espírito dentro do corpo humano
… isso além de me manter à custa de muito esforço, resignação e paciência oriental, uma paixão pra lá de incompleta, impossível e mal parada … e que para tentar vencer o desafio da Utopia sem Metafísica prescindo de uma certeza anacrônica vital: a de que meu amor é incondicional e, nestas condições, não conhece limites racionais para não ser como é, porquem for, onde estiver…

…além da netShow.me (que provê a janela interdimensional – o espelho de um Narciso adaptado ao ambiente pós-moderno), indicada e estilulada por Ana Élle, quero agradecer do fundo do coração à Cassia Keer por toda a constante atenção que me deu nestes 8 programas, com sua audiência em sintonia fina a partir de Paris, à Marcela Sperandio, Antonio Pedro Bocayuva Cunha, Henrique Antoun, João R. Gevaerd, Arnaldo Pires Brandão, Bayard Tonelli, Adriano De Aquino, Marisa Vieira, Anahi Martins, Chris Mueller e Helô Tenório pelas participações nas 8 edições … e à fundamental presença de Jodele Larcher que viabilisou o “device” de transmissão e está participando de suas futuras aplicações.

…não estou triste nem alegre – talvez um misto de perplexo com assustado – aguardando eu aniversário, sem esperar presentes além de parabéns (que o Facebook, no dia, uma próxima terça, se encarrega de avisar aos amigos e a quem nem quer se lembrar de mim ou não lembra porque não tem tempo pra isso … nem pressa, apesar de estarmos todos correndo que nem o coelho de Alice)
…fazendo mais um ano de vida contínua, vendo o tempo passar no meu rosto e acariciar minha carne, evito pensar, mas levo a sério, frases fortes como a de Scott Fitzgerald: “A vida é um lento processo de demolição”
… ai invés disso, procuro manuais budistas e vou empurrando com a barriga como bom carioca, alimentando as objetivas esperanças (evito expectativas) de terminar os audiovisuais deste ano, como o docx ESTÃO REMIXANDO O FASCISMO, com Zé Peixoto e Alexandre Aguinaga (que faz aniversário no mesmo dia que eu – vamos comemorar juntos? – a Crica Kloske e a Layana Libertad Lossë, também fazem no mesmo dia e seria ótimo nos reunirmos no estúdio do Brandão – tem até uma banda ensaiando no novo hall do sobradão reformado e com ar condicionado do Cabaré do Brandão, antes, de 20-22h pra ambientar o espaço … rsrsrsrs).

PAIXAO INVENTADA capa-mini…quem sabe consigo realizar o sonho de ir a Portugal, Tatiana Coelho (o passaporte ainda está aguardando a sessão marcada na PF, depois do carnaval, em fevereiro!!!) e passar por Paris na companhia de Tania De Mendonça Lima esticar até Londres e, no circuito, ir visitar Alice Vermeulen, numa cidadezinha, na Holanda.
– inspirado em Hélio Oiticica, chamo isso de “Delírios Ambulatórios Sazonais”, que, diga-se, costumam me fazer um bem enorme á saúde – com destino final no Zebra Poetry Film, em Berlim, onde inscrevi “ANARCHCISSUS – um narcótico chamado NARCISO“, em parceria com Jodele Larcher.

…cá aos meus bordões, vou por máxima energia luminosa para gravar, sem pressa e com cuidados extras, as bases das 15 inéditas com Arnaldo Pires Brandão, bem como, na mesma levada, finalmente terminarmos o audiobook musicado FALAÇÃO, comemorando 35 anos de uma parceria que começou om O CASO DE JANE E JULIA, tirado de um livreto – LIMPOS BOLEROS, 1980 -, foi censurada e, logo depois, outra censurada de luxo: TOTALMENTE DEMAIS (1982 – gravada em 1983 pelo Brylho).
…mais energia musical (a música encanta o espírito e dialoga com as musas – desde às gregas às atuais feministas) para ver o Fred Nascimento completar o serviço do seu primeiro álbum autoral com o Trilha … já até estou ouvindo um dos nossos futuros hits – O MILAGRE – tocando no rádio … depois de integrada à trilha musical do seriado americano True Detectives, é claro!

…assim sendo, vou ilustrar isso tudo com a Literatura Poética que me dá sentido à vida com essa raridade de 1991 (resgatada de VHS mofado, este ano). Uma música – OS ARKANOS – que tem mais de 60 parceiros, em cut-ups de poemas da fabulosa língua portuguesa) como os feitos na extra-cult Hélio (com Brandão e Marcos Bonisson).
… a curiosidade especial é que esta música só foi executada uma únca vez, durante um show do projeto POETA MOSTRA TUA CARA, de Solange Kfouri
… tem Ricardo Bacelar, da OAB, ao piano e o double-Grammy Laudir de Oliveira nas congas … uma gig que ainda era possível em bares da cidade (no caso, o Rio Jazz Club – às 2 da manhã!)
Trilogia vol 2 PAIXAO INVENTADA  (6)… eu amo a língua brasileira e esta música é como as excepcionais resenhas do Pedro Lago (deve virar livro do ensino médio e fundamental, no futuro – se é que o futuro existe) escutem e descubram os poetas associados … tem Cassiano Ricardo, Castro Alves, Fagundes Varela, Gonçalves Dias, Monteiro Lobato, Souzandrade, Caymmi, Oswald, Mário, Ari Barroso, Bilac, Graça Aranha, Boto, stc … etc … etc … além de nomes de revistas literárias, Blocos de Carnaval, títulos de Filmes e uma canção indígena que a Tânia Alves meensinou, mais trechos de hinos nacionais …
…e ainda tem Torquato Neto, Drummond, Chacal … começa com Camóes e acaba com Augusto de Campos e Waly Salomão (veja lá Omar Salomao) assinando – escuta lá Omar Marzagao
…isso fora o poema de improviso (espantou-me a precisão eu não lembrava dele até rever-me cantando neste video), que dito no começo da canção, como uma epígrafe pessoal, onde pus o único verso que escrevi nela…

UM NATAL ESPECIAL 2015

Postado por tavinho paes em janeiro 2, 2016
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…desde que nasci no Rio de Janeiro, em 1955, nunca tinha ido lá … mas, neste ano, retornei à estância das águas em que meus “papai-e-mamãe” me fizeram numa lua-de-mel, lá no outono de 1954 (nasci em janeiro de 1955 – aquariano, ascendente aquarius e lua em escorpião): São Lourenço (MG)
natal - presepio 1… o santo católico (Lourenço de Huesca ou São Lourenço) que dá nome à cidade, morreu num sacrifício pior que o microondas do Elias Maluco, na cátedra de um dos 7 diáconos (é, mano: o cara guardava os tesouros da Igreja católica – imagine o que?) … o imperador romano Publius Licinius Valerianus exigiu que a Igreja lhe entregasse seus tesouros; São Lourenço levou uma multidão de pobres e os apresentou ao chefão: “eis o nosso tesouro!” …o manda-chuva não gostou da petulância e mandou tostar seu corpo vivo numa grelha … afirma-se que ele permaneceu sorrindo durante todo o suplício … ou seja: virou churrasco e ainda se atribui a ele a seguinte frase: “podem me virar agora, pois este lado já está bem assado”. (que maluquice!)
…na fé de St.Lourent, bebi todas as águas que achei por lá: iodada, magnesiana, ferruginosa, alcalina, etc… e matei minha sede!

…de repente, depois de muito (mas muito) tempo, ficamos curtindo um friozinho em família, a 1.166mts de altitude (2 Corcovados!), num hotel fazenda, fora da cidade, a qual visitamos numa noite … como, numa rua residencial calmíssima, passei em frente a um lugar cheio de jovens punks (com piercings), gente jovem, moreninhas mineirinhas “bunitinhas”, tão logo bateu o gosto pelas multidões, convenci meus flhos a irem lá comigo, tomar uma cerveja local (ótima) e uma cachaçinha de barril caseiro (a 2 reais!)
… não tinha reparado bem o lugar, pois era de noite e dobramos uma esquina antes, mas a imagem da garotada reunida animou meu espírito algazarreiro … e fomos lá e … não! … não era um bar … deve ter acontecido algum imprevisto que levara aquela turminha até lá … ali era algo como uma delegacia de bairro e duas horas depois não tinha mais ninguém por lá, só as viaturas novinhas … era uma chefatura de Polícia!

gastronomia.GASTRONOMIA
…ih … olha ali … tem açaí!
… fomos lá … degustei um com uma mistura inusitada: Manga – é além da imaginação!
…ah! falando em gastronomia (a arte que se reinventa todos os dias) não tenho mais dúvida: existe muitas maneiras de fazer a massa do Pão de Queijo, mas o que aquela senhora, tia do namorado de minha filha faz em casa é simplesmente do outro mundo!
…ah! uma coisa que inventei com um dos caras que conheci na estância-fazenda que me disse ser chefe de cozinha e me chamou para vê-lo a preparar trutas fluviais escaldadas em água quente com cerveja preta … abusado, peguei geléia de jaboticaba sem açúcar (trouxe um pote) e, numa caçambinha, misturei com gelatina de pimenta vermelha, maionese fresca de coalhada seca (quase árabe), salpicamos ervas finas, sal grosso e manjericão, pinguei uns tecos de azeite e requentamos em banho-maria por uns 5 minutinhos e … caramba! … criamos um molho do outro planeta … que sabor exótico … que delícia!

MÚSICA SERTANEJA
…isso tudo fora os passeios a uma vendinha de sapê, só com locais de enxada em punho, palha nos dentes, chapéu gasto e bicadinhas em cachaça branca … eles falavam: ô sotaque!
… ah! a língua portuguesa: que beleza, Tatiana Coelho!

… escutei dois velhos, daqueles que fazem do Caipira um tesouro nacional, um símbolo pátrio, e eles deitavam dois dedos de uma prosa sobre uma Descobrindo-o-Queijo-Canastra-Vacherin-Mont-Dorbriga entre eles, acontecida a décadas atrás, para o atento “connoisseur” da lojinha de beira de estrada que ofereceu-me uma iguaria que passou a ser feita recentemente na fazenda de gado nelore que um parente dele administra há meio século: QUEIJO DA SERRA DA CANASTRA TRUFADO (sublime sabor)
… os dois Jeca Tatus (daqueles que fariam Monteiro Lobato reescrever o Sítio do Picapau Amarelo) riam-se de suas valentias passadas e a palavra “bordoada” (muito mais engraçada que “porrada”) soando entre “sô” e “uais” era algo da ordem da retórica mais bem humorada do planeta … “bordoada”: que bordão!

…graças a meus filhos (que pagaram a conta e me levaram em seus trenós) passei dias virando madrugadas e vendo alvoradas cheias de escandalosas maritacas, além do canto trinado de muitos pintassilgos, azulões, cambaxirras, pica-paus e cubiaras … fora os assobios dos trinca-ferros, as melodiosas entonações dos tui-tuis boiadeiros (Fred Nascimento, eu acho que esse pássaro agitado – é elétrico – gosta de baladas de rock’n’roll como as suas … demais o sim), e algo que eu nunca tinha ouvido de um bico vermelho: o Canto de um enorme parente dos sabiás, o Sabiá Chorão do Papo Cor de Terra – que bicho louco, imponente e bonito … que som era aquele, sô?! … parecia uma guitarra daquelas que os pedais do Arnaldo Pires Brandão não param de inventar … que som!!!

QUEIJO…passei dias comendo queijos frescais e curados literalmente inacreditáveis (o citado acima é impressionante, e se a torrada vier no ponto – pão de semolina esfarelando – aí é uma iguaria do outro mundo – pode pedir o “rosé sparkling”, please …. rsrsrsrs) … isso bebericando educadamente caninhas caseiras com tiros de colesterol de um biscoitinho torrado chamado “torresmo”, uma iguaria popular perigosíssima para cardíacos!
…ah! a pele tostada do pururuca que fizeram num fogão à lenha deu pra suprir a minha cota de gordura anual … que delícia: nhãm-nhãm … rsrsrsr
…passei noites a fio pensando peripateticamente cannabiado, falando sozinho como um grego bem antigo, em caminhos de carro-de-bois ao som mudo de um céu estreladão, nenhuma luz elétrica por perto, grilos e corujas soltando seus ruídos e uma lua gigantesca (numa noite, lá pelas tantas – temperatura baixa, boa para usar até casaquinho leve – vi a plúmbea nuve apagar a luz da campina e despejar uma chuva rápida que dava para se desviar dos pingos grossos – e o cheiro da terra veio com tudo…
…pensei em quase tudo que e aconteceu em 2015 e no que me acontece tem tempo, porque não sei fugir do meu destino … rsrsrsr
…viajei à vera nos meus pensamentos cromados pelo nervo de prata da minha maluquice criativa:

Jornal 2006 - 01 FASCISMO

jornal de 2006

1 – achei a saída pro docx REMIXANDO O FASCISMO, a/c de Zé Peixoto: não era indo pra cima de Robbespierre (o incorruptível) vendo sua revolução juvenil (quase todos os líderes tinham 30 anos e tudo que fizeram foi abrir a porta da cadeia!) através do “Contrato Social de J.J.Rousseau” … pra por mesmo o dedo na ferida do atual reMix do Fascismo e mexer nas máscaras da nova ética individualista  do mundo pós-moderno, é preciso olhar em torno e chegar a Voltaire, que não achava que a espécie humana era boazinha, não acreditava em nenhuma providência divina nem tinha interesse nenhum em algo tão ordinário quanto o que chamamos de … sucesso!
Zé; a parada do reMix do Fascismo é um desafio e tanto: temos que ir além da dialética marxista, esquecer um pouco os estruturalismos socialistas, absorver a democracia e inventar uma utopia sem a metafísica … uma UTOPIA SEM A METAFÍSICA: será que é possível mesmo chegarmos a isso, Henrique Antoun?!

 

Trilogia vol 2 PAIXAO INVENTADA  (6)2 – pra não dizer que não falei das flores nem me espetei em seus espinhos, é claro que pensei (e falei – conversei como sempre quis fazer – com meu Gasparzinho predileto por horas e horas naqueles brejos de Guimarães Rosa … rsrsrs) na minha mais poderosa e irresponsável paixão psicofísica … viajei na memória até o dia em que comecei a pensar na impossibilidade possível e lembrei:
… no dia em que a achei parecida com a lourinha sapeca que fazia um seriado televisivo chamado “JENNIE É UM GÊNIO” … rsrsrsr … avaliei seus raros créditos (todos muito discretos) e seus débitos irreversíveis (balancei entre Lucros & Perdas e acho que ganhei perdendo o que poderia ganhar e, aí sim, me perderia tudo que meus sonhos me fazem desejar)
… assim, pude deliciar-me com o que há de extraordinário no mais forte e fulminante amor da minha vida … algo insólito e resiliente que construí na base de poesia e iluminação (não é só idealização e projeção, não Dulce Quental) – tinha um presente sólido na minha frente, um eterno retorno na minha retaguarda e um futuro quase invisível nublado por caretices e preconceitos que nem dá pra avaliar se existem mesmo … rsrsrs)

… não há porque responsabilizar ninguém pela ruína dos meus sonhos egoístas e pela tirada do chão sob meus pés quando minha auto-estima afetiva entrou e colapso … nem por a culpa em quem acabou sendo envolvido nisso por tabela … essa intimidade é minha … machuca mas não dói … é muito louca … e ela é a minha linda e papo encerrado!
…e o melhor de tudo: ele, esse amor tristinho e carinhoso ainda jaz(z) aqui, dentro do meu peito, junto com meu coração fatiado (como diz a Beatriz Provasi) … continua vivinho e assanhado, como Juliana Hollanda D’Avila sabe que ele deve ser. pra dar gosto ao veneno que o compacta.

…garanto: foi lindo pensar nela (e olha que eu garanto esta beleza como estatuto ético desta afecção desconcertante) … curti, à luz do silêncio daquele pasto bovino prateado pelo luar uma saudade das mais requintadas e nobres que se pode ter … vasculhei sem moralismos preconceituosos os desejos puros e safados do meu mais delicioso pesadelo sentimental … algo que beira o inexplicável, como se eu fosse um mágico e não tivesse a menor ideia de como aquela coelhinha foi parar na minha cartola … viajei numa espécie de impulso libidinal compulsivo e retrátil (reciclável a qualquer momento) que sempre está à mão quando o sentido da vida me falta … juro: senti uma felicidade enorme em reconhecer em mim mesmo uma fraqueza tão sensível e infantil que apreciei enxergar nessa melancolia o prazer de enxerga-la como a minha maior fortaleza espiritual…

MNEMOMIX 2012 Capa

MNEMOMIX 2012 Capa

…e assim sendo, achei o título do meu próximo livrinho (e ainda nem lancei o último … rsrsrs): A FÁBULA DO AMOR TRISTINHO (ou O ROUXINOL DA MINHA FADA FAVORITA)
… explico: O TRISTINHO é um dos efeitos colaterais da paixão que ao amor se entrega; o ROUXINOL é porque ele canta à noite (um dos cantos mais lindos do reino animal- e olha que ele evoluiu dos Tyranossauros, os maiores assassinos que já circularam por aí); e a FADA é porque minha musa ainda me encanta a alma sem que precise fazer nada demais … até me maltratando, continuo fiel ao meu desígnio e relevo a grosseria … rssrsr

… não tenho jeito: desisti de lembrar dela, mas eu não a esqueço e o que a gente não esquece nem precisa se lembrar … a gente, simplesmente, não esquece … rsrsrsr

…pensei nos objetivos fugazes para 2016, o ano do macaco de elemental fogo … ideias mirabolantes, esperanças delicadas, todas as motivações para lutar pela vida que ainda me resta.

famila natal 2015

A Família reunida no natal :: não tem preço!

…é: passei o natal com meus filhos reunidos num Xalé alemão, num hotel-fazenda com cachoeira, rio e piscina … todos já bem crescidos e dignos do meu orgulho mais elegante … todos capazes de me dar a paz necessária dos que se sentem dignos do dever cumprido.
… lembrei deles pequenininhos no nosso kitschnet-ninho (um iglu quentinho) e achei que Deus, há bastante tempo, tem sido bem generoso para comigo…

 

… e eles é que deram uma de Papai Noel: recebi presentes, afagos e carinhos … tudo como a data exigia … cheios de energia!
… passei o Natal com os verdadeiros e insubstituíveis amores da minha vida.
… a minha grande obra prima!
… meu lado emocional mais exclusivo!
… meu motor!
… minha fé no futuro mais inexorável!
… a grande vitória de minha vida sobre o meu destino
… meu único e intransferível enigma!
…minha saúde mental

A PAIXÃO É UMA OBRA DE ARTE

Postado por tavinho paes em outubro 27, 2015
Publicado em: Uncategorized. Marcado: art, art-action, ART.PERFORMANCE, brazil. Deixe um comentário
…ou Como Esculpir a Fumaça!

…imaginar que a PAIXÃO (com todos os seus contratempos idílicos e suas contradições retóricas) possa ser (ou vir a ser) uma OBRA DE ARTE foi o meu mais ousado, insensato e poderoso projeto artístico enquanto poeta, uma vez que essa affecção (a paixão não é exatamente um sentimento) é algo da ordem:

MUNICIPAL 1976 A1] do invisível (embora os olhos possam reconhecer seu movimento; o que, neste caso específico não é nada prático nem fácil, assim como o foi o misterioso e pessimamente entendido “Xixi no Palco do Teatro Municipal de São Paulo” (eu nomeei o performance de A MUTE MUTT: an invisible ready-made to be used) em 9 de novembro de 1976 – que, por sutil coincidência, era o dia que ficou historicamente conhecido como o “18 Brumário da Revolução Francesa” (e eu tinha consciência disso, à época e na hora dos 15 segundos fatais do perfomance) retratada na foto que escolhi para ilustrar esse post cheio de armadilhas semiológicas e ciladas semânticas similares a charadas.)

2] do impalpável (embora possa-se tocar e pegar seu objeto de desejo, digamos que há, presente nesta construção desconstrutiva, uma sensação digna dos ofídios: as cobras não tem pés nem mãos e mesmo assim agarram as coisas que desejam);

…portanto, que fique claro (até pra quem nem desconfie do que estou falando) que a OBRA DE ARTE a que me dediquei ao longo destes tumultuados 6 anos (os transtornos bipolares e a barafunda psíquica foram tremendos – até um AVC entrou no cardápio dos conflitos contingentes) sempre teve algo a ver com a metafísica, o platonismo e a revolução nietzscheana do pensamento filosófico … portanto, quem não estiver entendendo xongas do que está sendo desenhado aqui, sugiro que pule as partes mais delicadas do discurso e vá direto ao poema final … digamos que seja para facilitar a comunicação na rede social que nos separa e reúne num não-lugar onde estamos sem nos dar conta de nossa ausência!

MUTT 1… basicamente, no viés artístico conceitual, passei a trabalhar itens simultaneamente complexos e simples (embora, nada óbvios) como o Tempo, vivo, por exemplo, em algumas obras de Cildo Meirelles; e, insistente nas dimensões abstratas do pensamento crítico, como se pode vislumbrar nos ready-mades de Marcel Duchamp – incluindo o que me inspirou na performance que ilustra este post).

…conceitualmente, mesmo que pareça tanto uma irresponsabilidade suicida quanto uma arrogância estilística, provisionei-me de conteúdos recorrentes e de sinais contingentes na história do pensamento ocidental para enfrentar um genuíno desafio estético, envolvendo problemas críticos para a ontologia e para a lógica dos sentidos.
… isso sem falar que a palavra PAIXÃO (bem como o AMOR – no caso platônico visto como se fosse a mesma coisa que uma Paixão pelos menos capacitados a gerenciar raciocínios advindos de repertórios filosóficos) anda obscurecida pelas conotações vulgares que veio assimilando ao longo da história humana com apoio incondicional dos meios de comunicação de massa: só que o Meio que era Mensagem, com as redes sociais transformou-se em: A MENSAGEM É O MEIO!
… não que tenhamos ficado burros e insensíveis, mas porque as novas comunicações e o novo sentido da noção de LIBERDADE (hoje substituída pela questão da SEGURANÇA) está desnivelado e promiscuído no território político do Estado (cuja tendência é explodir e mudar de status tão logo a próxima guerra iniciar em escala global – e olha que DEUS vai estar essencialmente comprometido com ela!) … ficamos no vazio, por dentro de tudo que está por fora … se é que me entendem!

… mesmo que não seja tópico consequente nem dedicado que fundamente uma causa, este detalhe afeta incidentalmente todas as relações interpessoais dos indivíduos (e suas crenças religiosas e suas móveis posições político-partidárias) a ponto de confundir amores (fazer amor é o mesmo que praticar sexo, por exemplo), desejos (já devidamente assimilado como vontades e, consequentemente, lidando com poderes) e prazeres (o novo hedonismo, cego aos seus excessos e carências fundamentais, só reconhece como inimigo, além de balelas como preconceitos, um vírus letal que ataca o sistema imunológico) … no corpo do ser humano civilizado, não há mais lugar para a dúvida nem para qualquer certeza!

PAIXÃO INVENTADA capa ARTJPEG…o projeto UMA PAIXÃO INVENTADA – O Desejo de tornar a PAIXÃO (não em si, mas por si mesma) uma OBRA DE ARTE imaterial e expansiva, iniciou-se exatamente neste dia de hoje, 6 anos atrás, durante uma primavera inesquecível (embora o processo comece precisamente no dia 03-06-2009), quando, além de inúmeros processos criativos (coletivos e pessoais), estava terminando um longo período (2004-2009) de leituras da obra de Platão (base do pensamento ocidental) e de aspectos especiais da impressionante e consistente obra de um monstro chamado Immanuel Kant.

…desde a virada do milênio que eu andava preocupado com o pós-modernismo e seu arrependimento com as promessas falidas da modernidade (o estado stalinista sepultou muitas utopias) que estavam cristalizando o fim das utopias – e a consequente eliminação da metafísica e da dialética nos raciocínios lógicos disponíveis aos trancos e barrancos às frívolas preocupações da novas gerações … e, garanto: ainda penso nisto com a mesma perplexidade de antes porque as coisas estão piorando sem que ninguém se dê conta de que esta piora ainda nem alcançou metade de sua potência destrutiva … parece que vivemos uma Titanomaquia sem deuses que possam responder pela baixas das batalhas…

…o mergulho na antiguidade clássica levava-me a pensar a contingente dualidade psicofísica, eternamente conflitante, entre corpo e alma (ou entre o Estado e a Sociedade, mesmo que a associação não seja por pertinência ou desambiguação necessária), uma vez que o homem continua sendo visto (mesmo que só a nível inconsciente) como uma continuação da divindade: sua alma anseia pela perfeição do mundo inteligível, enquanto o corpo anseia pelos prazeres (e a carne se oferece como o melhor território para que se possa estar resignado a executá-los com a perfeição que cada um pode dispor em seu asilo patrimonial de sentimentos bizarros) … um notável “débâcle” – já que somos todos marxistas por mérito autoconsentido (até quem é de direita se diz marxista!) – mesmo não querendo – e, no fim das contas, o que conta mesmo é a única coisa que compreendemos e compartilhamos enquanto razão prática pra levar a vida adiante: ela; a grana!
…aviso: já tinha passado, anos atrás, pela observação positivista de Descartes: O conceito filosófico de paixão cunhado por Descartes serviu para designar tudo o que se faz ou acontece de novo. Vale lembrar que para Descartes, esse conceito está ligado a padecer, pois o que é passivo de um acontecimento padece deste mesmo acontecimento … mesmo que, em tempos pós-modernos, isso seja totalmente impraticável para a percepção de ignorantes de espírito e imbecis (sociopatas ou não) em geral!.

hipnoe…tive o privilégio (e o perigo) de contar com a hipnose (ericsoniana) para mergulhar na memória, vasculhar meus traumas e registros da ‘imperfeição” do corpo para, em 2009, começar a montar a charada que iria enlouquecer completamente o que resta de minha vida (embora tenha afetado positivamente meu destino) … pirei na maionese, rsrsrsr
…entretanto, tive a sorte de poder lançar meu olhar poético sobre alguém a quem quero muito bem (e, por quem, aliás, construí delicadamente algo que posso chamar de AMOR sem ofender a nada que deste sentimento derive) e que, mesmo tendo seus motivos para se afastar do meu campo de visão e das tentações tácteis do meu vetor afetivo (a libido é sempre uma delícia a mais neste tipo de contato físico com a espiritualidade onisciente de nós mesmos), foi fundamental para que eu pudesse alinhar e desenvolver com rara felicidade a “invenção original” (sistemática e montada através de uma sequencia fenomenológica compatível – encanto, encantamento e desencanto) de uma “paixão compulsória” (que ficou, naturalmente, descontrolada com o tempo) sem prejuízos morais (ou psicologicamente patológicos) para as partes; uma vez que era constantemente abastecida por índices éticos de alta potência que garantiram e sustentaram a ação das possibilidades que tornaram algo tão imaterial e inalcançável aos sentidos de outrem (A PAIXÃO COMPULSORIA) passíveis de constituir e edificar (em seu não-lugar) uma consistente OBRA DE ARTE – daquelas que só o futuro poderá esclarecer através de mecanismos quânticos e que só alguns vislumbrarão sua metafísica poderosa dizimando a caretice que tomou conta do mundo contemporâneo e que vai levá-lo a uma desgraça sem limites em breve!

…foi neste dia de outubro, numa salobre e feia cidade da periferia de São Paulo, que meus olhos condensaram um alvo capaz de lidar com a motivação libidinal necessária para ativar nos desejos a explosão de algo apaixonante e, consequentemente, de natureza instável (coisa que não é só privilégio meu, já que todos nós estamos sujeitos de sermos afetados, ao acaso, por certos acontecimentos que serão absorvidos em sinapses neurais imunes aos nossos comandos sensíveis) … vitimei-me conscientemente de algo tão maravilhoso e perigoso que acabei permitindo que minha vidinha fosse revirada ao avesso e posta de cabeça pra baixo de forma irreversível e extraordinária … eu amo o que chamo até hoje de minha fantástica OBRA DE ARTE!.
EU AMO ESSA OBRA…

…olha só: fazem mais de 6 anos e eu, de olhos fechados, na tela das pálpebras, ainda vejo claramente aquele rosto emoldurado pela janela de uma Van cinza parada à porta do hotel de onde partiria em grupo para uma apresentação com música e poesia num colégio público de ensino médio, na periferia daquela cidadela industrial periférica
… à distância, vi alguém que eu nunca tinha visto … uma mulher linda que, à medida em que fui me aproximando, praticamente flutuando pelo tapete vulgar do lounge da espelunca, foi ficando cada vez mais nítida (e mais jovem – até ficar uma menininha danada) a ponto de provocar no meu estado mental afetado pela visão iluminada, uma inusitada e deliciosa surpresa … súbito, identifiquei minha jovem amiga de trabalhos coletivos por trás daquela máscara (o rímel verde claro ficou pra sempre na memória como um selo de garantia e de qualidade da visão encantada)
… não chegou a ser um susto, mas que foi como um raio cujo trovão até hoje ecoa nos meus tímpanos, foi … ah, isso foi!

Christo Reichstag… naquele momento divino eu vi (e acreditei no fundo da alma) a possibilidade de empreender a construção de uma OBRA DE ARTE tão complexa quanto simples como “Christo” embrulhando o Empire State com celofane ou o Reichstag com lona de caminhão resplandescente … eu vi a Mona Lisa rindo da minha cara, logo que levantou os olhos, largou a atenção do celular, com o qual se comunicava com o mundo pragmático que seu signo zodiacal privilegia (é virginiana) e encarou-me com a naturalidade de uma fada capaz de realizar desejos que só ela poderia escolher … rsrsrsr
…naquela mesma noite, tarde na madrugada, num quarto onde nos empilhamos sete no exíguo espaço onde se amontoaram 2 camas de solteiro (ela ocupou uma) e uma de casado (onde dois marmanjos se encontravam de costas um para o outro e cada qual com a cabeça virada para um lado … rsrsrs) – além do chão, é claro.
… tudo por conta da má vontade da gerencia do hotel (nordestino imigrante na Grande São Paulo agindo como um malufista encantado por promessas impraticáveis um sindicato operário pós-stalinista e politicamente convencido de estar agindo em nome de um movimento revolucionário – no máximo, reformistas e quinta-coluna de algo que já deveria ser deixado de lado para que se pense numa outra alternativa para a catástrofe que continua a ser fabricada por irresponsáveis diplomados pela melhor democracia que o dinheiro pode comprar), levantando-me para ir ao banheiro enquanto todos dormiam profundamente exaustos da tarefa brilhantemente executada, aproximei-me ao máximo daquele rosto, como se fosse o Príncipe que despertaria uma Branca de Neve urbana entre seus 7 anões – sempre quis ser o Dengoso … rsrsrs)
eros-psique…pude, a menos de um palmo daquele rostinho lindo e sonolento (suspirava), sentir um cheiro fascinante (quase de neném) e conferir para confirmar o achado arqueológico do que seria uma razão substancialmente importante para que minha vida ganhasse um sentido além da morte (Eros estava dando uma pernada em Tânatos e encontrando Psiqué) – conheça o mito – e toda a Poesia que sempre me deu “régua e compasso” pudesse calcular seu salto quântico mais ousado e viceral … o mais impossível a que me permiti e me entusiasmei a dar, pouco me lixando para suas consequências (uma vez que as causas eram as mais nobres e as mais excitantes possíveis) … ali, naquele cômodo esquisito, apertado e inadequado para romantismos ou ideias mirabolantes, começou um processo que ainda vale cada verso de um apócrifo poema coletado na web como parte dos escritod do beat Gregory Corso:


“apaixonei-me como quem recebe

o brilho do sol diretamente na retina
como se o fogo estivesse no fundo da caverna
e as sombras que antes lá ululavam
estivessem sendo projetas para fora dela
na manhã de um dia
que precederia a criação do mundo
por um deus que me abandonou nele
sem nunca ter me permitido
que, nele, eu me sentisse só…”

… em silêncio, vendo aquela pessoa linda ressonando e com as pálpebras borbulhando um REM fascinante (cheguei a desejar descobrir e/ou adivinhar qual o sonho colorido de cor-de-rosa ela estaria a sonhar), a BELEZA (o Belo) uniu-se à eclosão de um AMOR tão genuíno que, para além das sensações e da fúria dos desejos, fez com que eu me encontrasse diante dos conceitos fundamentais, os pilares da República Platônica: O AMOR, a BELEZA a JUSTIÇA!
… e minha vida nunca mais seria a mesma!
(graças à deus? Não! Graças às deusas!)

…aqui e agora, diante da velha agendinha de 2009, sigo maravilhado com o achado (passei parte da manhã vasculhando outras agendas de outros anos, como passei a fazer depois que coloquei as agendas antigas em conjunto e em destaque na prateleira à frente do meu terminal só para saber o que acontecia nos anos que já vivi nas datas que o presente me oferta a cada dia)

…e aqui estou, perplexo como antes, lendo esse poema antigo e esquecido naquelas páginas ultrapassadas pelo tempo que se esvai na garganta da ampulheta mágica que mede nosso tempo de vida sem desperdiçar um só grão de areia do deserto que nos cabe (ia digitalizar esta página da agenda para ilustrar, mas o scanner está perdido – a impressora está fora do ar tem tempo – só serve pra ser jogada fora … saco!)

enquanto seu sonho estiver nos seus olhos
mesmo fechados pelo soninho que te embala
eu saberei que estou vivo na memória
que este sonho secreto me ofereceu
estampado na tua cara
sem que você me dissesse nada

ufa … que delícia saber que estou e estarei pra sempre apaixonado!

…se alguém duvida, saiba que para vencer a depressão, que a todos aguarda num descuido dos sentidos, garanto: estar apaixonado por alguém, mesmo diante das impossibilidades mais terríveis e intoleráveis, é a maneira mais eficiente de superar este desencanto amaldiçoado.
van gogh - o florescr da amendoeira… quem quiser um exemplo visual, procure aqui na web O FLORESCER DA AMENDOEIRA, do rei dos depressivos, Vincent Van Gogh, e entendam porque ele disse ao seu médico: a única felicidade que até hoje pude sentir está toda nesse quadro (azul -o céu como fundo – o olhar para cima) – reparem as flores, umas abertas; outras, em botão … eu entendi o que ele sentiu naquele momento … e eu me projetei à louca criação da PAIXÃO INVENTADA sentindo que poderia estar dentro daquele quadro … ora uma flor, ora um botão … morri um pouco … mas morri completa e perdidamente apaixonado (se pela pessoa errada – tudo leva a crer que sim -, a desilusão basta!!

——————————
publicado no FACEBOOK: Tavinho Paes – 8 de outubro às 17:09 · Editado ·

MORE INFO:

foto da ilustração by Paulo Klein (publicada na VEJA com a legenda: UM ATO DE EXIBICIONISMO INFANTIL – rsrsrs … só a VEJA mesmo pra achar uma definição destas e livrar a cara dos otários da dúvida que isso provocou na hora – foram apenas míseros 15 segundos e pôs fim (a polícia invadiu o teatro e acabou com a festinha) a um demagógico festival de Poesia e Arte saudando uma possível vitória da oposição com a Anistia Lenta, Gradual e Seletiva do governo militar … só a VEJA mesmo para ser tão careta e burocrática)

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